quarta-feira, 25 de dezembro de 2024


 



Os demônios têm poder de realizar milagres?
A Bíblia volta e meia usa os termos “sinais, prodígios, poder” tanto para descrever o poder das trevas como para falar sobre os milagres de Deus (Ap 16:14; 2Ts 2:9). Por contraste, um milagre é uma ação sobrenatural exclusiva de Deus. Os demônios são seres criados; por isso, não são ilimitados em poder como Deus.
Mesmo que os demônios tenham poderes draconianos, ainda assim, existe uma diferença abismal entre os poderes das trevas e o poder de Deus.
* Deus é Onipotente; os demônios têm poder limitado (Gn 17:1).
* Deus é autossuficiente; os demônios só podem agir com a permissão de Deus (Jó 1:12).
* Somente Deus pode criar a vida; os demônios não podem (Gn 1:1, 21; Dt 32:39; Êx 8:19).
* Somente Deus pode ressuscitar mortos; os demônios não podem. Eles podem no máximo simular uma ressureição (Jo 10:18; Ap 1:18; Ap 13:15).
* Somente Deus pode controlar as leis naturais que ele mesmo estabeleceu; os demônios só podem mexer nos elementos naturais temporariamente - sob o poder, a permissão e o monitoramento de Deus (Jó 1:10-12).
Por outro lado, os demônios têm um poder extraordinário para enganar as pessoas (Ap 12:9), para afligir aqueles que se abrem para a influência deles, e até mesmo se apossarem de sua mente (At 16:16). Os demônios são ilusionistas extraordinários e cientistas brilhantes. Eles possuem um conhecimento milenar sobre Deus, sobre a raça humana, sobre o universo e sobre os elementos e sabem como realizar “prodígios de mentira” (2Ts 2:9; Ap 13:13-14).
Os verdadeiros milagres, no entanto, só podem ser realizados por Deus. Os demônios podem realizar o que é “sobrenormal”, mas somente Deus pode realizar o que é “sobrenatural”.
Na cruz, Jesus venceu as hostes das trevas (Hb 2:14-15; Cl 2:15) e deu aos filhos de Deus poder para serem vitoriosos sobres as forças demoníacas (Ef 4:4-11) . Assim, João informou aos cristãos: “Maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1Jo 4:4).
- Pastor Newmar Costa


 


 


 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024


 


 



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Esse trecho de 2 Coríntios nos lembra do caráter amoroso e consolador de Deus, que cuida do Seu povo em meio às dificuldades da vida. Na teologia reformada, essa passagem destaca a soberania de Deus em nossas tribulações e Seu propósito em usar até mesmo o sofrimento para o nosso bem e para a Sua glória.
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"Pai das misericórdias e Deus de toda consolação" aponta para o caráter gracioso de Deus. Ele é a fonte de toda verdadeira misericórdia e conforto, agindo em amor para sustentar e consolar Seus filhos. Isso reflete a compreensão reformada de que Deus, em Sua providência, está sempre presente em nossas vidas, usando cada circunstância para moldar-nos à imagem de Cristo.
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"É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação" nos lembra que o consolo vem diretamente de Deus. Ele não apenas permite as tribulações, mas também nos dá força e conforto no meio delas. As provações, segundo a visão reformada, não são sinais de abandono de Deus, mas instrumentos pelos quais Ele nos santifica, nos ensina a depender dEle e nos prepara para a glória futura.
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"Para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia" revela que Deus não apenas nos consola, mas também nos capacita a sermos instrumentos de consolação na vida dos outros. Isso reflete o chamado cristão à comunhão e ao cuidado mútuo, pois somos parte do corpo de Cristo e chamados a compartilhar o amor e a graça que recebemos.
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Essa passagem nos ensina que, mesmo em tempos de sofrimento, podemos confiar que Deus está presente, consolando-nos com Seu amor e nos usando para trazer consolo aos outros. Isso nos dá esperança e propósito, pois sabemos que nada em nossa vida está fora do controle de Deus e que Ele transforma nossas dificuldades em oportunidades para glorificar Seu nome e edificar o próximo.
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Que Deus lhe abençoe.
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Teólogo Henrique Junior.